O Fantástico mostrou na série “Poeira das Estrelas” (08/10/2006), como ocorreu a formação dos continentes. Um assunto que fala diretamente, também, sobre o surgimento dos cânions.

Na reportagem o físico e astrônomo Marcelo Gleiser contou que no início da formação, há 4,5 milhões de anos, a Terra era bem diferente do que é hoje. Funcionava como um imenso vulcão. Era “uma bola incandescente de metais e rochas líquidas (lava vulcânica), e a atmosfera, uma massa de gás ultra-aquecida”. O resultado disso foi um “vulcão gigante” cuspindo lava.

Com o tempo a temperatura baixou e o vapor que circulava pela atmosfera se condensou transformando-se em água líquida. Mesmo assim muitos lugares na Terra continuaram apresentando as suas falhas e erupções vulcânicas.

Quem assistiu à matéria do Fantástico teve a oportunidade de acompanhar o que acontece, ainda hoje, com a lava expelida pelo vulcão mais ativo do mundo, o Kilauea, que fica na ilha do Hawaí, nos Estados Unidos. A lava, após entrar em contato com a água do mar, se solidifica transformando-se em rocha. Isso faz com que o tamanho da ilha aumente. Esse fenômeno é o mesmo que ocorreu para formar o nosso planeta.

A explicação sobre o surgimento dos cânions pode começar a ser melhor compreendida a partir de agora, ou melhor, há 200 milhões de anos quando a Terra passou a ficar parecida com o que é hoje. Neste período a maior parte da superfície do planeta já estava coberta pela água e existia apenas um continente chamado Pangea, que em grego significa “uma terra só”.

Esse supercontinente sofreu um processo de fragmentação, chamado de deriva continental, e deu origem aos continentes que conhecemos hoje. A teoria foi comprovada em 1912, por Alfred Wegener, após estudar a semelhança entre a costa do Brasil e da África.

É devido a essas fragmentações e movimentações das placas tectônicas que se originaram, por exemplo, as montanhas, os vulcões e os nossos belos e instigantes cânions.

SAIBA QUE:

Cânion é a denominação utilizada para designar vales profundos e encaixados, os quais adquirem características mais pronunciadas quando cortam seqüências sedimentares, vulcânicas e vulcano-sedimentares, horizontalizadas.

Pangea é a designação empregada para identificar um megacontinente que existiu a cerca de 250 milhões de anos atrás, formado pela junção de todos os continentes hoje existentes. A cerca de 200 milhões de anos este megacontinente partiu-se, originando dois supercontintentes: a Laurásia (formada hoje pela Europa, América do Norte e Ásia) e o Gondwana (constituído hoje em dia pela América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia).

Gondwana é a designação empregada para identificar um supercontinente que existiu até aproximadamente 200 milhões de anos atrás, formado a partir da desintegração do megacontinente denominado de Pangea. O supercontinente gondwânico era formado pelas frações que atualmente constituem a América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia.

Fonte:
Site do Serviço Geológico do Brasil / Site do Fantástico


CONHEÇA MAIS:

::: Faça uma viagem virtual e conheça toda história geológica da região dos Aparados da Serra. O estudo “Excursão Virtual aos Aparados da Serra – RS” foi realizado pelo Serviço Geológico do Brasil.

::: Aproveite também para conhecer em Cambará do Sul o “Kridjijimbé”, uma réplica fiel dos Aparados da Serra. A palavra é indígena e significa “conjunto de cânions”. O trabalho mostra toda a formação geológica das fendas com seus rios e cachoeiras e pode ser visitado diariamente.

::: Assista a reportagem “Continentes surgiram com afastamento das placas tectônicas há milhões de anos” exibida no programa Fantástico (TV Globo / 08/10/2006).

::: Leia a reportagem “O maravilhoso inferno da Grande Ilha” que fala sobre o vulcão Kilauea.

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